quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

então é Nataaal ♫

Por mais que seja clichê e superbatido vim aqui hoje e fazer um texto sobre o assunto mais óbvio, eu vou.
É Natal, e está tudo tão bonito que até mesmo quem nao curte muito essa data pede pra durar um pouco mais. Nem os problemas do mundo nem a crise financeira impede que, mesmo pequeno, um sorriso apareça no rosto das pessoas. E é tão bom ver que nem todo mundo perdeu a esperança de um mundo diferente, que ainda existe solidariedade, que as pessoas ainda amam as outras (mesmo que sem admitir, como eu), e que, principalmente, ainda existe sonhos. Ver tudo isso acontecendo me deixa feliz, e me faz acreditar num futuro melhor, num ligar diferente, numa outra coisa. E não tem tv ou iPod que me faça mudar o que eu pedi, de todo coração, de presente pro meu querido e eterno Papai Noel (se voce nao acredita nele, não tente me fazer nao acreditar. Nossas crenças são diferentes, e eu nao tô afim de mudar a minha); que esse espirito de felicidade, amor e esperança que tá rolando com as pessoas nao sejam somente no dia 25 de dezembro, e sim no resto do ano. E nisso, eu acredito ♥

E no fim das contas, Feliz Natal pra voce :)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sentimento de uma nação, ♥

Que amor é esse que faz colocar ti na frente de tudo ?
Que faz colocar a ti mesmo como prioridade da minha vida ?
Um 'eu te amo', o mais importante
Tem o mesmo significado quando digo pra ti
Sua existencia ?
Tem a mesma importancia daqueles entes mais queridos.
A maior conquista da minha vida ?
Tem a mesma essência de um grito de gol, quando feito por você.
Aqueles que criticam essa paixão loucam não sabem como voce me faz feliz.
E aqueles que querem meu bem mas nao perto de ti ?
Mau sabem eles que voce é o bem maior na minha vida.
Onde quer que tu estejas jogando, olhamos aquele mar de seguidores do teu futebol.
sabe aquele momento que abrimos os braços no meio de um estádio ?
Nesse momento tudo para. Não escuto uma só voz, uma respiração.
Fecho os olhos e agradeço por todos os momentos ao seu lado.
Obrigada por cada momento, obrigada por cada sorriso, obrigada por cada lágrima.
Jamais irei abandonar voce, grande amor da minha vida.
Te acompanharei em todos os momentos todos os cantos do mundo.
É um time, uma cidade, um planeta, um mundo onde nao precisamos de mais ninguém.
Só do teu existir, e da tua Fiel Torcida.
Seremos sempre aquela massa, aquele povo sofrido, aquele clube que um dia caiu.
Mas seremos também, sempre, os mais apaixonados, os mais odiados, os mais procurados.
Porque somos, simplesmente, "o maior e mais apaixonante clube do mundo".
O gigante nao voltou, ele sempre esteve e sempre estará na frente dos outros.
Vocês vivem de títulos ? Nós vivemos de CORINTHIANS !


Vocês entendem o que é isso ? Provavelmente não, está acima da compreensão humana. É mais que um sentimento, uma devoção, uma vida. É TIMÃO <3

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O destino te fez ir embora ♫

Só queria que voce soubesse que, embora o tempo passe e as coisas mudem, eu sinto saudade de voce. E pra falar a verdade, eu ainda te amo. Isso nao é de se espantar, afinal, a gente era um só. Eu já nao tenho a mesma certeza de que a vida faz o certo, e que tudo vai ficar bem no final. Nao consigo ver como uma coisa dessas pode ser boa, ter um lado positivo. A falta que voce faz na minha vida é grande, e eu nao tenho o mesmo animo de seguir em frente que eu tinha quando voce estava do meu lado pra me apoiar. Agora, nao faz mais sentido seguir, eu nao tenho um real motivo pra viver. O que voce me proporcionava diariamente nunca mais vai acontecer, e nao importa quem venha tentar fazer o que voce fez por mim, não vão conseguir. Porque ninguém é um terço do que voce é. E ninguém vai ser suficientemente bom a ponto de tentar te substituir na minha vida. Só tentar, porque eu tenho a certeza que ninguém jamais vai conseguir. E quer saber ? Eu nunca vou me conformar com isso. Digam o que disserem, pode espernear, gritar, chorar, fazer birra, mas eu me recuso a acreditar que um dia, isso vai ser justificado. Não importa o que aconteça, nessa ou numa outra vida, em qualquer tempo ou lugar, meu maior amor é voce !

Me sinto só, mas sei que nao estou pois levo voce no pensamento. Você me faz querer viver, e o que é nosso está guardado em mim, em voce. E apenas isso basta.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Despedida de uma história,

... Aprende que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

É gente, se passaram oito anos. E é triste quando chega ao fim. Foi cada coisa que a gente prendeu com essa convinvencia, e a gente sempre vai lembrar. Vai ser difícil seguir sem certas coisas que a gente se acostumou, com o jeitinho de cada um, aquelas coisas irritantes que a gente acaba gostando. Cada briga que voces arrumaram comigo, cada dia que voces me apoiaram, cada vez que me mostraram o caminho certo, cada lágrima que secaram, ou deixaram cair, cada aula que fizeram eu nao prestar atenção, cada tombo que fizeram eu tomar, que me seguraram, me ajudaram a levantar, por todas as vezes que disseram "eu te amo", e tudo qe aconteceu entre a gente nesse tempo todo. Eu sei que ano que vem eu vou sentir uma saudade enorme de cada um, sei que as vezes ela vai apertar de tal forma que eu vou chorar muito. Queria agradecer por tudo que fizeram por mim até hoje, por tudo que me ensinaram e nao me deixaram fazer, tudo mesmo. E não tenho nem palavras pra dizer o que voces foram, são, e vao ser para mim. Ainda nao caiu a ficha que tudo acabou, e nao vai mais ter aquelas coisas que a gente fazia, aquele carinho diário, aquela convivencia. E com tudo que a gente aprontou até hoje, dá pra fazer um livro. Com tantas brigas, lágrimas, risadas, discuções, tapas, pegações, zoações, abraços, beijos, te amo's, te odeio's, palhaçadas, tantas coisas. E por mais que eu queira dizer qye ey bao vou chorar, que eu vou lembrar das coisas boas, eu sei que nao é bem assim. Porque cada vez que eu lembrar de voces vai ser impossivel impedir que um alágrima role dos meu solhos, e que venha aquela dor no coração, junto da enorme saudade de tudo isso. E mesmo com os altos e baixos desses oito anos, voces foram tudo pra mim. E cada um desses dias que a gente passou junto vai tá sempre na minha memória, e no meu coração. E vai ser muito difícil nao lembrar deles. EU AMO VOCES !


De 1999 até 2007, uma turma, uma irmandade, uma familia. A despedida mais dolorosa, uma grande saudade. De qualquer modo, orgulho da minha vida, meu amor, minha esperança, o motivo da minha felicidade.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sobre surpresas, ou opiniões que variam.

- Mas mãe, eu nao gosto de surpresas !
- Fô, larga de ser chata ! Supresas são tão legais !
- Não são, mãe. Não gosto e pronto. Tchau !

Logo depois, ao sair da padaria (ai, padarias. Sempre tenho surpresas nas padarias.) e ir ao mercado comprar queijo e presunto (ninguém percebeu que eu ia fazer um misto quente) eu olho pra praça e vejo ele, um ano e três dias depois daquela tarde em que eu o encontrei, super por acaso, no cinema de Barra Mansa. Um ano e três dias sem ver ele, sem abraçar ele, sem ele reclamar da minha mão, fugir das formigonas ou se assustar com borboletas gigantes, um ano e três dias depois de muita saudade, ele resolve me fazer uma surpresa. E que surpresa, foi muitas lágrimas de felicidades, e um abraço de mais de dez minutos que eu gostaria que durasse bem mais que isso. Era tanta coisa pra contar, tanta coisa pra escutar, tanta coisa pra fazer, e era tão pouco tempo, menos de dois dias. Eu sabia que não ia dar tempo de fazer nem o mais importante, mas tentei fazer o essencial. Foram dois dias de muitas surpresas mais que ótimas, mas como que queria que durasse bem mais que isso. Ele foi embora, e eu fiz questão de não ter uma despedida, pra nao chorar mais do que eu chorei quando o vi. Agora, vão se passar mais dois meses longe dele, dois meses que vão parecer durar mais que esse um ano e três dias.
E no final de tudo isso, a gente descobre o quanto surpresas nos, hm, surpreendem ? Sejam boas ou ruins, surpresas são a melhor parte da vida. E quer saber ? Eu gosto delas, eu me sinto feliz com elas, eu me animo com elas, eu me formo com elas. Mesmo que elas nao sejam lá tão favoráveis pra minha pessoa, que venham mais surpresas por ai.

Sei que é estranho dizer isso num post desses, mas eu amo ele e nao quero ficar um ano longe dele novamente. E pra informação do nosso querido anônimo (anônimo, quem é voce ?), eu sou uma pessoa muito, muitíssimo feliz.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

História (quase) mal escrita,

Teve um dia que tudo estava certo, tinha uma história que começava com "era uma vez" e terminava com um final feliz. O tempo foi passando, e todos os dias aquela história era escrita nas páginas de algum livro, talvez um livro que não tivesse folhas, mas ia ser sempre lido por alguém. Era um conto de fadas, e como todos os contos de fadas, veio uma bruxa tentar acabar com a felicidade da princesa e do seu amado príncipe. Seu nome era Destino, e mesmo sem inventar mentiras, seqüestrar o príncipe ou colocar a princesa em sono profundo, ela consegui separá-los.

A princesa chorou, parou de comer e se trancou no quarto não querendo falar com mais ninguém. Mas um dia, sua conselheira te disse meias verdades que a fizeram levantar e seguir. Talvez não em frente, mas também não voltar atrás. Ela optou em colocar mais uma personagem na história, a Vida.

Uma rebelião interna aconteceu, e a Esperança, a Sinceridade, a Saudade, e a Inocência morreram, o Amor sumiu e ninguém conseguia achá-lo. A Rainha achou que era o fim de sua filha, e seu reino nunca mais seria o mesmo sem tais (importantes e essenciais) guerreiros. O tempo passou...

A Princesa decidiu sair do seu território, se arriscar num ligar onde nada conhecia, e onde ninguém a conhecia e mudar seu nome pra Mulher. O Amor foi encontrado, e ela descobriu que seu sobrenome era Próprio, os guerreiros mortos sempre a acompanharam e não deixaram sua alma sozinha, matou muitos por (quase) nada e sabia que estava fazendo o certo, escreveu seu próprio livro, do seu jeito. Ela revolucionou. E foi aqui que a real história começou...

Contos de fadas são modernizados, mas sempre têm o mesmo final.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

15 - 30 - 60

Abro a porta e me deparo comigo mesmo, aos 15 anos. Camiseta dos Sex Pistols, calça jens em estado adiantado de deterioração e botinhas London Fog (sapatos de camurça que faziam sucesso no século passado).
--Cara, esse seu cabelo tá ridícilo- digo eu, aos quinze, a mim mesmo, aos trinta.
--Pode me explicar o que está acontecendo? - pergunto, aos 30.
Eu, com 15, entro no meu apartamento e sento-me no sofá. Não pareço muito contente:
--Ouvi falar que você tá fazendo ioga.
--É, que é que tem?
--Como assim o que é que tem? Voce ouvia Ramones! Voce ria de quem, tipo, acreditava em energia, pagava pau pro Oriente, tá ligado?
--O tempo passou, Antonio. Voce cresceu. Aliás, essas suas gírias tão ultrapassadas. Ninguém mais fala "tipo assim" e "tá ligado".
--Não tô nem azul.
--"Não tô nem azul" também expirrou.
--Não vim pra falar de mim, mas do você, com esse cabelo compridinho ridículo e fazendo ioga. Onde foi que eu errei?
--Voce errou em um monte de lugar. Aliás, nossa adolescencia foi uma lama heim? Mas graças a mim, que amadureci, hoje somos felizas.
--Felizes e ridícilos. Vai dizer que cê também parou de comer carne?
--Não exagera. Só tô tentando ser menos ansioso.
--Falando nisso, não vai oferecer uma cerveja pra gente?
--Não, hoje é terça e ainda tenho que escrever a coluna da Capricho.
--O que? Voce escreve pra Capricho?! Cara, voce virou gay?!
--Não. Mas se tivesse virado?
--Não acredito. Cê tá parecendo o Caetano Veloso falando.
--Adoro o Caetano.
--Ah não! Voce faz ioga, escreve na Capricho, acha que ser gay é normal e ou Caetano?!
--Ahã.
Eu, com 15, me levanto, bravo.
--Não adianta, não vai ter papo. Olha só pra voce: virou um adulto, ridiculo, igual a todos os outros.
--Os adultos são ridiculos, os adolescentes são ridiculos: os seres humanos são ridiculos. O único momento em que não somos ridiculos é quando conseguimos rir de nós mesmos. Coisa que voce não sabe. Aliás, talvez essa seja a única grande diferença entre nós: voce leva a sério, eu não.
--Quanta pretensão - diz, uma voz, atrás de mim (ou de mins?). Parado, em frente à porta, com um sorriso ironico no rosto e fazendo um não com a cabeça, eu com 60 anos observo.
--Voces dois ainda têm muito a aprender.

Revista Capricho.
Estive pensando, por Antônio Prata